Sítio com pinturas rupestres ganha estrutura para visitação turística em Sobral

A cidade de Sobral, localizada a 231 km de Fortaleza, tem uma nova
atração para visitantes e moradores: os sítios arqueológicos Bilheira I e
II, que abrigam pinturas rupestres, ganharam estrutura de visitação no
fim de novembro. Os espaços receberam investimentos de R$ 70 mil do
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e
passaram a contar com passarelas, abrigos e placas informativas. 
A região possui um expressivo conjunto de formações rochosas
graníticas, representado por paredões não abrigados, grutas e cavernas.
Bilheira I e II integram aquele que é avaliado hoje, pelo Iphan, como o
maior conjunto de arte rupestre já registrado no Ceará, representado por
32 sítios, distribuídos em três complexos: o Bilheira (12 sítios), o
Pedra do Sino (7 sítios) e o Olinda (6 sítios). 
Nas rochas, pinturas na cor vermelha, criadas há milhares de anos com a
ponta dos dedos, sugerem que os primeiros habitantes do lugar tentavam
fazer uma possível contagem do tempo por meio de asteriscos e traços. 
A área abriga um dos principais cartões-postais da região, a Pedra das
Andorinhas, que também possui arte rupestre em seu perímetro. A
visitação a este conjunto, porém, deve acontecer somente no segundo
semestre de 2020. 
Com o novo equipamento de visitação, os sítios serão integrados ao
circuito das trilhas do Refúgio da Vida Silvestre (Revis) da Pedra da
Andorinha, localizado a oito quilômetros do Complexo Bilheira. A trilha
de 1,5 km existente no local tem acesso gratuito, mas deve ser feita
apenas com o acompanhamento de um guia especializado. O percurso até a
fazenda mais próxima da região, situada mais precisamente no distrito de
Taperuaba (a 52 km do Centro de Sobral), deve ser feito em carro
próprio.  
(G1/CE)

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