Relatório aponta açude Araras e mais 8 reservatórios com ‘alto risco’ de rompimento

O mais recente Relatório
sobre Segurança de Barragens (RSB) da Agência Nacional de Águas (ANA),
divulgado neste mês, aponta que o Ceará é o Estado nordestino que mais
apresenta barragens classificadas como “de alto risco”. São nove, ao
total. Conforme o estudo, realizado a partir de fiscalizações in loco,
os reservatórios listados apresentam problemas estruturais considerados
preocupantes, como deformações e anomalias em estrutura de paredes e
sangradouros. 
Os açudes que exigem mais atenção, segundo a ANA, são o
Ayres de Souza (Jaibaras); Forquilha (Forquilha); Frios (Umirim); Lima
Campos (Icó); Paulo Sarasate (Varjota); Pompeu
Sobrinho (Choró Limão); Roberto Costa – Trussu (Iguatu); Várzea do Boi
(Tauá) e Jaburu I (Ubajara/Tianguá). Todos eles são federais e pertencem
ao Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs).

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Outros cinco
reservatórios, que não estão contemplados na relação da ANA, mas também
apresentam sinais de anomalias estruturais, estão sendo recuperados:
Serafim Dias (Mombaça); Thomás Osterne/Umari (Crato); Barragem Gomes
(Mauriti); Forquilha II, Favelas e Trici (Tauá). Estes são de
responsabilidade da empresa Construnova.
A
recuperação destas barragens é considerada, por especialistas, como
crucial neste período de ausência de chuvas. “A quadra chuvosa se
aproxima e esses açudes danificados podem receber recarga elevada de
água aumentando situação de risco”, observou o engenheiro Marcos Ageu
Medeiros. No início de 2019, durante a quadra chuvosa, alguns
reservatórios cearenses estiveram com risco iminente de rompimento.

Diário do Nordeste

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