Produção de carne suína e de ovos de galinha sobe 23,4% e 21%, respectivamente, no Ceará

A produção de carne suína aumentou 23,4% no terceiro trimestre deste ano na comparação com igual período de 2018 no Ceará. De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (12), o número de animais abatidos subiu de 31,1 mil para 38,4 mil cabeças.
Outro setor que ganhou destaque no
levantamento do IBGE foi a produção de ovos de galinha, que teve
variação positiva de 21%, passando de 42,6 milhões de dúzias de ovos
para 51,5 milhões de dúzias no terceiro trimestre de 2019. Isso
significa um aumento de mais de 8,95 milhões de dúzias no período. 
De janeiro a setembro de 2019, o IBGE registrou aumento de 8,56% no preço dos ovos de galinha.
O número fica acima da inflação, que foi de 2,49% para o mesmo período.
Já o preço dos ovos, no acumulado de julho a setembro de 2019, mostrou
retração de 0,4%, enquanto que a inflação subiu 0,26%.  
Frango e carne
De acordo com o IBGE, a produção de frango no estado
teve crescimento de 15,6% no terceiro trimestre. Foram abatidas 6,5
milhões de cabeças, enquanto que em igual período do ano passado a
quantidade foi de 5,6 milhões de animais.  
Em contrapartida, a produção de carne bovina
apresentou variação negativa de 2,2% no comparativo entre os trimestres
de 2019 e 2018. Entre os meses de julho, agosto e setembro, foram
abatidas mais de 40,4 mil cabeças, enquanto que em igual período do ano
passado foram pouco mais de 41,3 mil animais. 
Segundo o presidente da Câmara Setorial do Agronegócio da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), José Amilcar Silveira, o aumento na produção de frango e ovos de galinha ocorre devido ao preço da carne, que está alto.
Ele afirma que em 2018 houve uma elevação de 15% na produção de ovos.
Contudo, neste ano, o acréscimo foi de 5,5%. Mesmo abaixo do esperado, o
número foi superior à média do país. 
Neste período, houve um aumento significativo
de ovos caipira, por isso vemos como uma tendência nos dois últimos
anos. Mesmo em um período de seca prolongada, temos aumentado
a ovinocaprinocultura e a pecuária leiteira substancialmente. Então,
mostra que os animais estão adaptados ao nosso clima e que, mesmo com a
deficiência hdrica, conseguimos suprir essa necessidade e já estamos
produzindo bem nos sertões”, pontua.

(Diário do Nordeste)

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