“O Estado assumiu o controle total das unidades prisionais”, diz Mauro Albuquerque

Presos divididos por facções nas unidades prisionais, superlotação,
entrada de celulares. Problemas históricos do sistema penitenciário do
Ceará que somados aos ataques ordenados de dentro de presídios que
resultaram em caos nas ruas tanto de Fortaleza como de outros municípios
em, pelo menos, duas ocasiões só em 2019, evidenciam quão difícil é
essa realidade.
Hoje, o Ceará tem 23.810 pessoas recolhidas nas unidades prisionais,
destas, 7.500 estão condenadas. Na avaliação do Governo do Estado,
apesar da complexidade do problema, a situaçao tem mudado. Em entrevista
ao Sistema Verdes Mares, o titular da Secretaria da Administração
Penitenciária (SAP) do Ceará, Mauro Albuquerque, enfatiza a retoma do
controle das prisões por parte do Estado e evidencia que as metas de
garantia de disciplina e reestruturação desses espaços, aos poucos, vem
sendo alcançadas. 
A frente da pasta há 11 meses e 12 dias, o secretário destaca o êxito
das intervenções idealizadas por ele nas penitenciárias. Mauro também
ressalta a investida direta do Estado no combate às “regalias”, como a
posse de televisores e ventiladores nas prisões, que conforme o
secretário, alimentavam os meios de arrecadação de verbas da facções que
alugavam esses equipamentos.
Nesse intervalo de tempo, 6 mil celulares foram retirados dos
presídios do Ceará, e, embora, de acordo com o secretário, “não seja
possível dizer que não há mais celulares nesses locais”, a redução dos
equipamentos é drástica e gerou efeitos.
 (Diário do Nordeste)

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