Zé do Valério poderá ter cometido outros assassinatos, além dos de Pedra Branca e Tauá

 
 
O vaqueiro Valdemir Pereira da Costa, o “Zé do Valério” ou “Zé da
Foice”, que usava o nome falso de José Pereira da Costa, 59 anos, será
indiciado em vários inquéritos policiais em, pelo menos, dois Municípios
cearenses: Pedra Branca e Tauá. Após uma fuga espetacular que durou 78
dias, ele foi capturado, na última sexta-feira (12), por um agricultor
do Distrito de Jatobá Medonho, na zona rural do Município de Buriti dos
Montes, no Piauí.
De acordo com o que já foi apurado pelas autoridades, “Zé do Valério”
foi o responsável pela morte de duas mulheres e tentativa de homicídio
contra um homem. Os crimes aconteceram entre 2013 e 2019. Em seis anos
de impunidade, o bandido se passou por trabalhador rural e nunca havia
sido preso antes.
Primeiro crime
O primeiro crime ocorreu em 19 de abril de 2013 na localidade de Açude
Quebrado, no Sítio Barracão de Zinco, na zona rural do Município de
Tauá, nos Inhamuns (a 337Km de Fortaleza). Ele assassinou a tiros a
comerciante Maria Solange Cesário, então com 39 anos; e depois, com a
mesma arma de fogo, tentou matar o marido dela, Tércio Fernandes Cunha,
49 anos, que recebeu três tiros, um deles na boca, mas resistiu.
Sobre este crime, “Zé de Valério” contou que decidiu matar os patrões
porque estes não pagavam o seu salário e eram “brutos” com ele. Após os
crimes, ele fugiu de Tauá, indo obter emprego em outra região do Ceará, o
Sertão Central.
Segundo crime
Foi exatamente em sua nova morada, na zona rural de Pedra Branca (a
275Km de Fortaleza) que cometeu o segundo assassinato, quando raptou,
violentou sexualmente e matou com um tiro na cabeça a universitária
Daniele Oliveira Silva, 20 anos, na noite de 24 de abril último.
A Polícia, contudo, não descarta a possibilidade de “Zé do Valério” ter cometido outros assassinatos pelos sertões cearenses.
Na última sexta-feira (12), após ser entregue à Polícia pelo morador
João Elias, em Jatobá Medonho (PI), o vaqueiro foi trazido de
helicóptero para Fortaleza e está sendo mantido preso em um xadrez
isolado da Delegacia de Capturas e Polinter (Decap). Ele prestou
depoimento à delegada de Pedra Branca, Anarda Pinheiro Araújo e falou
dos seus crimes e da fuga que desafiou as autoridades policiais de dois
estados nordestino, Ceará e Piauí.
 
Diário do Nordeste

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