Ministério Público do Ceará participa de operação contra lavagem de dinheiro e sonegação fiscal

 

O Ministério Público do Maranhão
deflagrou na manhã desta quinta-feira (18), uma operação que apura a
possível prática de crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro
e sonegação fiscal naquele Estado, no Ceará, no Piauí e no Tocantins. A operação, denomidade de “Créditos Ilusórios”, foi desencadeada a partir de uma investigação do MP do Maranhão, mas contou com o auxílio do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), com o apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará.  
 
A ação policial buscou cumprir 23 mandados de prisão temporária (por
cinco dias) e 32 mandados de busca e apreensão nos quatro estados,
expedidos pela 1ª Vara Criminal de São Luís. Conforme a investigação, o esquema criminoso, identificado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) do Maranhão,
consistia na utilização de empresas de fachada, e empresas fantasmas
para emitir notas fiscais fictícias, movimentando, pelo menos R$ 70
milhões de reais em operações de compra e venda de grãos, objetivando
gerar créditos tributários fraudulentos utilizados em operações
comerciais anteriores reais. 
As ordens judiciais foram cumpridas em Fortaleza (CE), Balsas (MA), Riachão (MA), Araguaína (TO) e Floriano (PI)
pela Superintendência de Prevenção e Combate à Corrupção (SECCOR) e
pelo Gaeco do MP do Maranhão, com o apoio da Superintendência de Polícia
Civil do Interior (SPCI), das Sefaz do Maranhão e Piauí, dos GAECOs e
dos GAESFs dos MPs do Piauí e do Ceará e das  Polícias Civis do Piauí,
Ceará e Tocantins. 
Além de empresas de fachada, também eram utilizadas empresas
conhecidas como “fantasmas”, criadas com utilização de documentos
falsos, que igualmente emitem notas fiscais frias. Dentre os maiores
beneficiários do esquema, de acordo com as investigações, estão
Shirlenylson Barbosa Ribeiro e Cleyton da Silva Toledo, que já presos
por fatos semelhantes no Tocantins; Elton Félix Barroso de Araújo, da
Máxima Corretora; Rogério de Holanda Soares, e os empresários João
Miguel Geleilate, Surama Geleilate e Emílio Geleilate, das empresas
Corregel Corretora  Geleilate LTDA, Geleilate Corretora de Agronegócios
LTDA e  Geleilate Agronegócios e Logística LTDA, sediadas em Fortaleza.
Diário do Nordeste

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