Ministério da Justiça diz que celular de Bolsonaro também foi alvo de hackers presos

Celulares usados pelo presidente
Jair Bolsonaro (PSL) também foram alvos de ataque do grupo de hackers preso na
terça-feira (23) em operação da Polícia Federal. A informação foi divulgada
pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta quinta-feira (25), após
alerta da PF ao órgão.
Em nota, o Ministério da Justiça
e Segurança Pública disse que, por uma questão de segurança nacional, Bolsonaro
foi devidamente comunicado sobre o fato.
“O Ministério da Justiça e
Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela
Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo Sr. Presidente da
República foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira.
Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao Sr.
Presidente da República.”
Operação Spoofing
Na terça (23), quatro pessoas
foram presas sob suspeita de hackear telefones de autoridades, incluindo Moro e
Deltan. Foram cumpridas 11 ordens judiciais, das quais 7 de busca e apreensão e
4 de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Araraquara (SP) e Ribeirão
Preto (SP). Os quatro presos foram transferidos para Brasília, onde prestariam
depoimento à PF.
A investigação ainda não
conseguiu estabelecer com exatidão se o grupo sob investigação em São Paulo tem
ligação com o pacote de mensagens. Também não há provas de que os diálogos,
enviados ao Intercept por fonte anônima, foram obtidos a partir de ataque
hacker.
O inquérito em curso foi aberto
em Brasília para apurar, inicialmente, o ataque a aparelhos de Moro, do juiz
federal Abel Gomes, relator da Lava Jato no TRF-2 (Tribunal Regional Federal da
2ª Região), do juiz federal no Rio Flávio Lucas e dos delegados da PF em São
Paulo Rafael Fernandes e Flávio Reis. Segundo investigadores, a apuração
mostrou que o celular de Deltan também foi alvo do grupo.
Segundo o ministro afirmou ao
Senado, em 4 de junho, por volta das 18h, seu próprio número lhe telefonou três
vezes. Segundo a Polícia Federal, os invasores não roubaram dados do aparelho.
De acordo com o Intercept, não há ligação entre as mensagens e o ataque, visto
que o pacote de conversas já estava com o site quando ocorreu a invasão.
Diário do Nordeste

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