Mercado financeiro espera redução da taxa básica de juros

 
 
O mercado financeiro espera a redução de 0,25 ponto percentual na taxa
básica de juros, a Selic, nesta semana. Atualmente, a Selic está em 6,5%
ao ano. Amanhã (30) e quarta-feira, o Comitê de Política Monetária
(Copom) do Banco Central (BC) reúne-se pela quinta vez no ano para
definir a taxa.
Segundo pesquisa do BC divulgada hoje (29), a redução esperada para esta
semana será seguida de outros cortes de 0,25 ponto percentual, nas
reuniões seguintes do Copom deste ano: em setembro, outubro e dezembro.
A expectativa do mercado é que a Selic encerre 2019 em 5,5% ao ano. Para
o fim de 2020, a previsão foi alterada de 5,75% para 5,5% ao ano. No
final de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.
A taxa básica de juros é o principal instrumento usado pelo BC para
controlar a inflação que, na previsão dos analistas, está abaixo do
centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2019 e
2020.
Inflação
A meta de inflação de 2019 é 4,25%, com intervalo de tolerância entre
2,75% e 5,75%. A previsão de analistas de instituições financeiras é que
a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA), encerre o ano em 3,80%. No levantamento anterior, a
estimativa estava em 3,78%, de acordo com a pesquisa semanal do BC ao
mercado financeiro.
A projeção para 2020 permanece em 3,90%. A meta para o próximo ano é 4%,
com intervalo de tolerância 1,5 ponto percentual para cima ou para
baixo.
Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância
de 1,5 ponto percentual. Para 2022, a meta é 3,5%, com tolerância de 1,5
ponto percentual para cima ou para baixo. Nos dois anos, a previsão é
que a inflação fique no centro da meta, ou seja, em 3,75% e em 3,5%,
respectivamente.
Ao usar a Selic com o objetivo de controlar a inflação e, assim,
alcançar a meta, o BC afeta a atividade econômica. Quando o Copom reduz a
Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à
produção e ao consumo, estimulando a atividade econômica.
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a
finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos
preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a
poupança.
A expectativa de redução da Selic ocorre em momento de recuperação lenta
da economia brasileira. A projeção do mercado financeiro para a
expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e
serviços produzidos no país – neste ano é 0,82%, a mesma da semana
passada. A estimativa chegou a ser reduzida 20 vezes consecutivas e
parou no atual patamar na semana passada.
Para 2020, a previsão é de crescimento maior do PIB: 2,10%, seguido de expansão de 2,5% em 2021 e em 2022.
(Agência Brasil)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *