Fortaleza tem 11 mortes por forma grave de meningite em 2019

Das 13
mortes registradas pela doença meningocócica no Ceará até 13 de julho,
11 ocorreram em Fortaleza. As ocorrências da capital concentram 85% das
ocorridas em todo o estado, conforme dados mais recente divulgados pela
Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). 
A doença meningocócica, transmitida por bactéria e que apresenta maior
letalidade, vitimou outras duas pessoas nas cidades de Aquiraz e
Maracanaú. Ao todo, o estado contabiliza, no mesmo período, 27 mortes
por meningite. Mais 14 foram causados por “outras meningites”, que podem
se desenvolver a partir de vírus e fungos. 
Nesta segunda classificação, Fortaleza teve quatro casos. Os municípios
de Barro, Barbalha, Baturité, Boa Viagem, Cruz, Guaraciaba do Norte,
Icó, Itatira, Poranga e São Luís do Curu registraram uma morte, cada.
Conforme a Secretaria da Saúde, além das mortes, 260 casos notificados
da doença, até o dia 13.

Contágio, sintomas e prevenção

Por ser uma doença de transmissão aérea, os agentes causadores da
meningite se espalham mais facilmente em ambientes fechados, por tosse
ou espirro. De acordo com a Secretaria da Saúde, os sintomas incluem
febre, dor de cabeça intensa, vômitos em jato, rigidez de nuca,
convulsões e/ou manchas vermelhas pelo corpo. 
O Ministério da Saúde reforça que manter a caderneta de vacinação em
dias é a forma mais eficaz para a prevenção. O Programa Nacional de
Imunização oferta, para crianças, quatro tipos de vacina – BCG,
pentavalente, meningocócica C e pneumocócica v-10 – que protegem contra a
doença.
Ainda conforme a Pasta, a meningite é considerada endêmica, ou seja,
“casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência
de surtos e epidemias ocasionais”.
(G1/CE)

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