Bolsonaro: liberação do FGTS é medida emergencial e saque será de R$ 500 por ano

 
 
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (24), que a
liberação do saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é
uma medida emergencial para ajudar a economia do País, principalmente o
setor de comércio.
O presidente também confirmou que o saque será limitado a R$ 500 por
ano, mas disse que até “a última hora” tudo pode mudar. O anúncio da
medida e da liberação do PIS/Pasep está marcado para esta quarta, às
16h. A liberação deve começar a valer a partir do mês agosto desse ano e
ir até março de 2020.
Expectativa
Contudo, a previsão anterior, de acordo com outros anúncios do Governo,
era de que o trabalhador pudesse sacar até 35% do valor aplicado nas
contas inativas. A estimativa do Ministério da Economia era de que o
montante total chegasse ao patamar de R$ 42 bilhões e gerasse uma
evolução cerca de 1% no resultado de crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) nacional.
Segundo os anúncios feitos na semana passada, trabalhadores que tivessem
até R$ 5 mil aplicados na FGTS poderia retirar até 35% do valor. Quem
tivesse até R$ 10 mil no FGTS teriam autorização para sacar 30%. Ainda
se discutia qual parcela terá direito quem tem entre R$ 10 mil e R$ 50
mil no FGTS, mas o porcentual não foi definido. Já os contribuintes que
tivessem acumulado quantias superiores a R$ 50 mil, só poderia sacar 10%
do saldo total investido no Fundo.
Antes mesmo do anúncio do presidente Jair Bolsonaro (PSL), entretanto, o
ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou, na manhã desta
quarta (24), a liberação do saque de até R$ 500 das contas ativas e
inativas do FGTS. A medida deverá injetar cerca de R$ 30 bilhões na
economia brasileira em 2019 e R$ 12 bilhões em 2020, pelas condições que
deverão ser impostas pelo Governo Federal.

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