Você está em: Home CEARA SSPDS investiga se há relação entre chacinas na Região Metropolitana


O secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, afirmou que as recentes chacinas registradas no Ceará podem estar interligadas. Desde o último mês de março, pelo menos 17 pessoas foram mortas e oito ficaram feridas em quatro ações distintas. Por trás de cada um dos embates, estariam confrontos entre facções criminosas que atuam no Estado, em guerra declarada desde o início do ano.
Os conflitos, que tiveram início no sistema penitenciário, repercutiram fora das muralhas na forma de acirramento na disputa por território para o tráfico de drogas. “Há grande possibilidade (de estarem relacionadas). Um grupo age contra outro e aquele depois revida. Mas tudo isso está com a DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa). É alvo de investigação, com certeza. É prioridade nossa e no momento oportuno será dada a resposta a toda a sociedade”, assegurou.

A declaração foi dada durante cerimônia de promoção de 625 militares, sendo 573 policiais e 52 bombeiros. O evento ocorreu no Centro de Eventos e contou com a presença do governador Camilo Santana (PT), que atribuiu os casos de violência a um incômodo que a Polícia estaria causando aos criminosos. 

“Há um acirramento entre as facções criminosas no Ceará. Uma disputa de território. Isso se deve às ações entre eles, mas também a algumas ações da Polícia, que ocupou alguns territórios antes ocupados por eles. Agora essas facções procuram outros territórios. Há uma forte disputa no Ceará”, confirmou. 

Camilo voltou a afirmar que o problema não ocorre somente no Estado e defendeu interferências nacionais para combater a violência. “Tenho colocado sempre a necessidade de uma política nacional de segurança pública, que nós não temos. Não existe. Estou fazendo uma crítica não só a esse governo, como a todos os governos passados”, disse.

Promoções
 
Seis PMs foram promovidos de tenente-coronel para coronel por merecimento e continuarão em atividade. Os outros 619 tiveram a promoção requerida e passaram para a reserva após 30 anos de serviço. Camilo ressaltou que desde 2015, quando a Lei das Promoções entrou em vigor, cerca de 11 mil militares já foram promovidos. “Isso dá segurança ao policial. Quando ingressa na carreira ele já sabe a data, o ano em que vai ser promovido. Antigamente, o policial passava 15, 20 anos e não conseguia promoção”.

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) esteve presente. Ele afirmou que a ida do grupo para a reserva não desfalcará a tropa em razão dos recentes concursos, mas cobrou investimentos na Polícia Civil. “A Polícia Civil tem efetivos extremante defasados. Há 30 anos, eram 4 mil policiais. Hoje são cerca de 2,5 mil. Há uma necessidade grande de reforçar esse efetivo, que faz o trabalho de inteligência e investigação”, defendeu. 

O Povo 
Caderno: CEARA
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