Você está em: Home NACIONAL JBS ajudou a eleger 16 governadores, a maioria do PSDB

A JBS contribuiu para a eleição de 16 dos 27 governadores empossados em 2015; eles foram 60% dos vitoriosos nas eleições de 2014. A contribuição é apontada em um documento da delação dos executivos da empresa; com R$ 15 milhões, o PSDB lidera o ranking de valores recebidos

A JBS contribuiu para a eleição de 16 dos 27 governadores empossados em 2015. Eles foram 60% dos vitoriosos nas eleições de 2014. A contribuição é apontada em um do documentos da delação dos executivos da empresa. A eleição dos 16 chefe de executivos estaduais custou R$ 47,3 milhões à JBS. 

Uma nota manuscrita entregue pelo executivo Ricardo Saud aponta a lista dos governantes que o JBS considera seus aliados. Segundo relato da Agência Estado, com R$ 15 milhões, o PSDB lidera o ranking de valores recebidos, seguido pelo PT (R$ 13,3 milhões), PSD (R$ 11,3 milhões) e PMDB (6,6 milhões).

Ao todo, a empresa ajudou 1,8 mil candidatos de 28 partidos. Leia abaixo da matéria da Agência Brasil:
Alex Rodrigues, Yara Aquino e André Richter Apostando em um futuro bom relacionamento com prováveis candidatos que fossem eleitos em 2014, a J&F (holding controladora do grupo JBS) destinou mais de R$ 500 milhões para ajudar a eleger governadores, deputados estaduais, federais e senadores de todo o país, segundo os delatores. Em um dos depoimentos que prestou ao Ministério Público Federal (MPF), com quem firmou acordo de delação premiada já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o diretor de Relações Institucionais e Governo da J&F, Ricardo Saud, entregou um levantamento detalhado em que aponta todos os candidatos financiados pela empresa. 

De acordo com Saud, o total em dinheiro repassado por meio de “pagamentos dissimulados” alimentou as campanhas de 1.829 candidatos. Destes, 179 se elegeram deputados estaduais em 23 unidades da federação e 167, deputados federais por 19 partidos.

O delator não deixa claro quais pagamentos foram feitos via caixa 2 e quais foram doações oficiais. No depoimento, divulgado após a retirada do sigilo da delação, ele dá a entender que os valores citados se referem apenas às campanhas de 2014. Em outro depoimento, o dono da JBS, Joesley Batista, também afirmou que a maioria das doações feitas pela empresa tratava-se de propina disfarçada por contrapartidas recebidas. 

“Doamos propina a 28 partidos”, contou Saud, admitindo que os mais de R$ 500 milhões destinados a agentes públicos para as eleições de 2014 formavam um “reservatório de boa vontade”. “Era para que eles não atrapalhassem a gente", afirmou.

O delator cita ainda que foram distribuídas "propina para 16 governadores eleitos e para 28 candidatos ao Senado que disputavam a eleição, a reeleição ou a eleição para governador”, acrescentou. Segundo ele, os governadores eleitos pertenciam ao PMDB (4), PSDB (4), PT (3), PSB (3), PP (1) e PSD (1). 
 
Ao entregar a documentação aos procuradores, Saud enfatizou a importância do “estudo” que fez por sua própria conta. “Acho que, no futuro, isso aqui vai servir. Aqui estão todas as pessoas que direta ou indiretamente receberam propina da gente.” Os documentos liberados pelo STF não trazem a lista de todos os nomes que fariam parte deste levantamento aponta por Saud. 

Brasil247
Caderno: NACIONAL
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