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O Facebook vai começar a esconder links do seu feed de notícias que possam ser "pegadinhas", também chamadas de "caça-clique". O recurso foi criado no ano passado, mas só em inglês, e começa a ser testado nesta quarta-feira (17) em novos idiomas, entre eles o português do Brasil. 

A ideia é enfraquecer postagens que omitem e/ou exageram detalhes de uma história, diz Greg Marra, gerente de produto no Facebook, em entrevista exclusiva ao G1. Exemplos:
"Corinthians fecha contrato com atleta que atua na Europa"
Você não sabe quem é o jogador, qual é o clube europeu... Ou seja: o porquê da notícia ser relevante. E acaba clicando só para descobrir que se trata de um reserva desconhecido na Ucrânia. 

"Ator de Hollywood filma animal selvagem e você não imagina o que aconteceu!"
A girafa boceja. Num vídeo do Instagram de 3 segundos. Postado na conta do ator coadjuvante daquela comédia B dos anos 1990.
 
Caça às bruxas (falsas) 
 
Essa é a mais recente de uma série de iniciativas do Facebook para barrar conteúdos enganosos e/ou ofensivos na plataforma. Neste ano, a empresa já anunciou uma força-tarefa para excluir vídeos de violência mais rapidamente e um guia para os usuários identificarem notícias falsas. 

A estratégia do Facebook e de outras empresas de tecnologia, como o Google, é bombardear a rentabilidade do negócio da criação de conteúdo falacioso. Apesar de concordarem que o problema não surgiu agora, as duas companhias só começaram a se movimentar com mais força em 2016: o Facebook, após ser acusado de permitir que sites de "fake news" manipulassem a opinião pública durante a eleição presidencial dos Estados Unidos.
 
Como se fosse spam 
 
O novo recurso anti-pegadinhas opera da mesma forma que um filtro de spam do seu serviço de e-mail, segundo Greg Marra. "Nós temos uma equipe no Facebook que categorizou centenas de milhares de manchetes como sendo 'caça-clique' ou não seguindo esses critérios. Se elas exageram ou omitem detalhes de uma história", afirma. 

A partir daí, uma inteligência artificial (ou algoritmo) é "treinada" para repetir o comportamento e dar menos destaque às postagens que tem cara de enganação. Da seguinte forma:
  • Links categorizados como 'caça-clique' irão aparecer mais abaixo no feed de notícias;
  • Não há indicações ou observações visuais de que um link foi considerado 'caça-clique' pelo Facebook;
  • Páginas verificadas e usuários regulares são submetidos aos mesmos critérios de avaliação;
  • Não é possível configurar o uso ou não da classificação de 'caça-clique'. Ela é implementada para todos;
  • A filtragem de links é operada exclusivamente pelo algoritmo. Funcionários do Facebook não irão trabalhar como editores ou curadores, mas apenas como revisores de manchetes e das palavras-chave taxadas como enganosas.

G1
Caderno: NACIONAL
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