Você está em: Home NACIONAL Grupo invade fazenda alvo de suspeita de corrupção na Operação Sevandija


Um grupo de integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) invadiu na manhã desta sexta-feira (24) uma fazenda em Cajuru (SP) avaliada em R$ 1,7 milhão suspeita de ter sido utilizada em um esquema de corrupção envolvendo agentes públicos de Ribeirão Preto (SP) apurado pela Operação Sevandija.

De acordo com as primeiras informações da Polícia Militar, cerca de 50 pessoas cortaram as cercas e instalaram barracas no gramado da Fazenda São Luiz do Inhacundá, pertencente à ex-advogada do Sindicato dos Servidores Municipais, presa na força-tarefa, Maria Zuely Alves Librandi.

O grupo afirma que o objetivo é protestar contra a corrupção e em favor da reforma agrária. Até o início da manhã não tinham sido registrados confrontos entre policiais e manifestantes.

"Fizemos uma ocupação aqui na fazenda. Uma [reivindicação] que é denunciar essas coisas que ocorreram com desvio de dinheiro da população e, como foi veiculado na imprensa, que fazendas angariadas com dinheiro duvidoso podem ser para a reforma agrária", disse um dos membros do movimento, que se identificou como Valdir Alves.

O advogado Leandro Librandi, filho de Maria Zuely, informou à reportagem da EPTV que registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e que entrará com um pedido de reintegração de posse.

Avaliada em R$ 1,7 milhão, a fazenda em Cajuru foi associada pela Polícia Federale pelo Ministério Público às fraudes apuradas na Prefeitura de Ribeirão Preto (SP). Segundo os agentes da Operação Sevandija, o imóvel de 98 hectares foi adquirido com recursos desviados dos cofres municipais como garantia financeira aos envolvidos no esquema, dentre eles a ex-prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (PSD).

Para a PF, Maria Zuely Librandi foi usada como "laranja" na aquisição do bem. Dentro da fazenda, que está no nome da advogada, os investigadores encontraram equipamentos do projeto Academia ao Ar Livre, da Prefeitura de Ribeirão.

Segundo o MP, todos os bens dos envolvidos na Sevandija estão bloqueados e devem ser leiloados para pagar os prejuízos causados pelo esquema de corrupção em Ribeirão.

Invasão e protesto
 
Segundo a PM, os representantes da FNL disseram que não querem tomar a propriedade, mas sim reivindicar a devolução dos recursos desviados do poder público nas fraudes apuradas pela Sevandija.
Entre mensagens em defesa da reforma agrária, os integrantes da FNL também inseriram frases de protesto contra as fraudes com recursos públicos como "corrupção não" e "devolve o que é do povo".

G1

Caderno: NACIONAL
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