Você está em: Home NACIONAL O que se sabe sobre a doença misteriosa que deixa a urina preta na Bahia


Passado mais de um mês dos primeiros casos, a causa do surto de mialgia aguda que já atingiu ao menos 52 pessoas na região metropolitana da Salvador ainda é mistério. A doença misteriosa causa fortes dores musculares e deixa a urina dos pacientes preta.

Um grupo de cientistas do Brasil e dos EUA está analisando amostras de pacientes da doença misteriosa e de peixes consumidos por eles para tentar chegar ao real motivo da doença, que tem causado medo nos baianos.

Segundo o infectologia Antônio Carlos Bandeira, a principal suspeita no início do surto era o peixe, mas como apenas cerca de dois terços dos pacientes que acompanhou informaram ter consumido o alimento antes do aparecimento dos sintomas, as dúvidas sobre o diagnóstico ficaram ainda maiores.
"Só 60%, 70% dos pacientes informaram ter ingerido peixe. Nesse um mês as dúvidas aumentaram. Só com a confirmação laboratorial saberemos", disse.

Veja algumas informações colhidas pelo UOL com médicos, pesquisadores e com a Secretaria de Saúde da Bahia.
Quando começou o surto?

As primeiras nove notificações da doença foram feitas às autoridades baianas no início de dezembro. Um alerta epidemiológico foi emitido pela Secretaria de Saúde para informar sobre possíveis casos. Estados do Nordeste também publicaram alerta para monitorar problemas, mas até o momento apenas Bahia e Ceará tiveram casos suspeitos.

Quais os sintomas?

Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia, um conjunto de sintomas marcam a doença:
- 97% dos pacientes apresentaram dores musculares intensas de início súbito;
- 44% tiveram dor com o toque no corpo;
- 47% ficaram com a urina escura;
- 36% dores articulares e suor excessivo.
A única unanimidade é que todos os pacientes tiveram elevações significativas na dosagem da enzima muscular cretinofosfoquinase (CPK), o que compromete a função renal. 

Quantas pessoas ficaram doentes?

Até agora, há 52 casos suspeitos de mialgia aguda notificados nos municípios de Salvador (50 desses), Vera Cruz e Lauro de Freitas.

A média de idade dos pacientes é de 42 anos, no entanto há pacientes de 8 a 77 anos. Os sintomas foram relatados tanto por homens quanto por mulheres. 

Desses casos, duas pessoas morreram com suspeita do problema: uma no dia 31 de dezembro e outra no dia 7 de janeiro. A causa das mortes ainda está sendo investigada.


OUL
Caderno: NACIONAL
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